Notas ao café…

Líbia divide NATO

Posted in notas ao café by JN on Abril 14, 2011

Sem grande surpresa começam as divisões quanto à estratégia a seguir pela NATO na Líbia, principalmente porque os progressos no terreno não serão significativos. O Reino Unido e a França são dois dos países que não estão satisfeitos com a interpretação à letra da resolução 1973 da ONU e querem que os ataques aéreos sejam intensificados. Nem será também de surpreender que senadores americanos como John McCain achem que os EUA decidiram intervir tarde demais e culpem Barack Obama e sua estratégia pelo impasse que se verifica na Líbia.

Para o Presidente americano uma meia-guerra em parceria com sanções e o isolamento diplomático, são a melhor opção. Se a alternativa à estratégia do Sr. Obama é abortar a missão ou um escalar da mesma e correr o risco de um segundo Iraque, então a opção do Presidente ainda é a melhor.


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Na Der Spiegel, Anders Fogh Rasmussen, o secretário-geral da NATO, afirma que não há uma solução militar para o conflito na Líbia:

[…]

SPIEGEL: What criteria have to be met so that you can call the NATO operation “Unified Protector” a success?

Rasmussen: If we manage to stop the violence, so that there is no longer a threat to the Libyan civilian population.

SPIEGEL: The implementation of a no-fly zone alone is extremely costly. Such zones had to be maintained for years in the Balkans and Iraq.

Rasmussen: I very much hope that we will be able to find a political solution in the near future. The worst outcome would be a military stalemate or a de facto partition of Libyan society, in which Libya would become a failed state and a breeding ground for terrorist groups — and that so close to Europe’s borders.

SPIEGEL: At the moment, it’s looking like a military stalemate is a very real possibility. Libya is already de facto divided. Is peace in a divided Libya possible?

Rasmussen: In the end, it will be up to the UN to help Libya achieve a political solution to this crisis. The territorial integrity of Libya must be maintained.

SPIEGEL: Would you welcome a cease-fire? Would it have to be tied to conditions?

Rasmussen: The UN resolution calls for a cease-fire. It should be credible and verifiable. The protection of the civilian population must be guaranteed. Under no circumstances may a cease-fire cement the current situation. On the contrary, it must create the conditions for a constructive political process. […]

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