Notas ao café…

O factor Soini

Posted in notas ao café by JN on Abril 20, 2011

Um certo carisma e uma retórica populista de Timo Soini fizeram com que o partido de extrema-direita “Verdadeiros Finlandeses” se tornasse na terceira força política da Finlândia, nas legislativas de domingo. Com um resultado histórico o partido do Sr. Soini viu aumentar o número de votos dos 4,1 por cento, em 2007, para 19 por cento em 2011.

São muitas as explicações avançadas para justificar esta ascensão da extrema-direita na Finlândia: a crise na democracia do país, a deceção do eleitorado e a crise económica que também aqui se faz sentir neste país. Durante a campanha o partido de Timo Soini insurgiu-se contra os planos de resgate aos países endividados da Zona Euro. Timo Soini acredita que a UE está a violar as próprias leis e a Constituição porque, segundo ele, esta proíbe operações de resgate. Ao contrário do que acontece em outros países europeus, o Parlamento Finlandês tem o poder de decisão sobre os pedidos de resgate de ajuda financeira da União.


“European Economy”
Michael Kountouris

Mesmo que a Finlândia vote contra o plano de resgate a Portugal este não estará ameaçado; no entanto foi o suficinete para (mais uma vez) desestabilizar os mercados e preocupar mais uma vez os alemães, como escreve a Der Spiegel:

[T]he effect of a Finnish withdrawal would be greater on Germany than it would be on most other euro-zone member states. Germany and Finland, together with France, the Netherlands and Austria, are the only countries in the euro zone that possess the best possible rating, Triple A, from the ratings agencies. If one of these countries with the best credit ratings ceases to participate, the additional burden would likely fall on the other countries with Triple A ratings and not on countries with lesser ratings such as Estonia or Malta. […]

[T]he Finns could stir up trouble in terms of disbursing financial aid for Portugal. A unanimous decision is required by all euro-zone finance ministers in order to disburse loans under the current EFSF agreement. This is expected to take place in May. In the worst-case scenario, this would provide the Finnish finance minister with an opportunity to strike. He could demand that Finland would only agree to the bailout if Helsinki didn’t have to participate financially.

Given the relatively small, single-digit billion volume of Finland’s share of the bailout, this quasi veto power probably wouldn’t threaten Portugal’s bailout. But economist Gros at Center for European Policy Studies argues that the political symbolism of a pullout would be important, especially if other countries followed suit — particularly countries that have been leaders in a united Europe until now. Gros says it could create huge problems if sentiment like that crossed over into Germany. […]

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