Notas ao café…

A próxima vez…

Posted in arte ao café, cinema ao café by JN on Abril 11, 2011

O amor será sempre um processo incremental

Vodpod videos no longer available.

La Prochaine Fois (The Next Time)“, um filme da A76 PRODUCTIONS no Vimeo.

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A rejeição triunfante

Posted in arte ao café, palavras ao café by JN on Fevereiro 9, 2010

“A música é uma rejeição triunfante do mundo em que nascemos, um «não» à natureza, um corajoso desafio a Deus e aos deuses e a toda a espécie de poderes não-humanos dos quais se pensa que moldaram o cosmos; é um mundo rival feito pelo homem.”

Walter Kaufmann, in «A Vida nos seus Limites»


“Mstislav Rostropovich”
Salvador Dali

Come into my Sleep

Posted in arte ao café, música ao café by JN on Agosto 11, 2009

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Nosferatu by jonukwho

Abbey Road Easter

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Abril 11, 2009

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Angel Boligan

Ler

Posted in arte ao café, palavras ao café by JN on Abril 9, 2009

«Isto a que chamam o meu estilo assenta na grande admiração e respeito que tenho pela língua que foi falada em Portugal nos séculos XVI e XVII. Abrimos os Sermões do Padre António Vieira e verificamos que há em tudo o que escreveu uma língua cheia de sabor e de ritmo, como se isso não fosse exterior à língua, mas lhe fosse intrínseco.
Nós não sabemos ao certo como se falava na época, mas sabemos como se escrevia. A língua então era um fluxo ininterrupto. Admitindo que possamos compará-la a um rio, sentimos que é como uma grande massa de água que desliza com peso, com brilho, com ritmo, mesmo que, por vezes, o seu curso seja interrompido por cataratas.
Chegam dias de férias, uma boa ocasião para entrar nesta água, nesta língua escrita pelo Padre Vieira. Não aconselho nada a ninguém, mas digo que vou mergulhar na melhor prosa e vou desaparecer estes dias. Alguém quer acompanhar-me?»

José Saramago, «Diário de Notícias»

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The Reader
Frank Weston Benson

Histórias

Posted in arte ao café, palavras ao café by JN on Fevereiro 11, 2009

«Ela só tinha um remédio para melhorar: era contar a sua história. Eu disse que a escutava, demorasse o tempo que fosse necessário. Ela pediu-me que a soltasse. Ainda tremia, mas pouco. Então, contou-me a sua história»

Mia Couto, in «Terra Sonâmbula»

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Black Magic Woman
Sandra Amicucci

San Antonio Rose

Posted in arte ao café by JN on Outubro 9, 2008


San Antonio Rose
Ray McCarty

Escher por Simanca

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Outubro 5, 2008


Sky and Water I (1938)
M.C. Escher

«Sky and Water» de Escher que serve de inspiração para Simanca Osmani e o seu «Escher Evolution». Uma forma curiosa de ver a Evolução.


Simanca Osmani, «Cagle Cartoons»

O surreal de Philippe Ramette

Posted in arte ao café, fotografia ao café by JN on Agosto 16, 2008


Foto: Philippe Ramette

Para o seu trabalho, o francês Philippe Ramette gosta de colocar-se (vestido sempre com o seu fato negro, uma das suas «marcas») nas situações mais improváveis e surreais. Este chama-se «Rational exploration of the undersea: the wait». Alguns dos seus trabalhos, como este, podem ser vistos aqui e aqui.

Berlusconi e a Verdade

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Agosto 7, 2008


La Verità Svelata dal Tempo
Giambattista Tiepolo

La Verità Svelata dal Tempo (A Verdade desvendada pelo Tempo). A mulher, chamada Verdade, surge com o seio esquerdo a descoberto e com um espelho na mão, que reflecte a sua nudez obrigando a figura masculina que representa a Mentira a fechar os olhos. O (agora) pudico Silvio Berlusconi achou por bem não ter uma figura semi-nua atrás de si – o seio e o mamilo apareciam mesmo no meio das imagens televisivas durante as conferências de imprensa – sempre que falava no Palazzo Chigi e mandou fazer uma réplica, em que a Verdade agora aparece de seios tapados.

Há algo de simbólico neste acto do Sr. Berlusconi; mais uma vez o primeiro-ministro italiano decide tapar a verdade.

Guernica em 3D

Posted in arte ao café by JN on Junho 12, 2008

«My primary intention for the project was to create a provoking and deep contemplation of Pablo Picasso’s Guernica. Is my model a true reconstruction of the Picasso’s painting, or is it merely a rough re-visualization? Is it still Picasso’s art or has it, through my addition of third dimension, become something completely different? It is not my place to answer those questions nor to determine the relationship between my three-dimensional reproduction and the original painting. Perhaps this is a question best left in the hands of critics.»

Um filme de Lena Gieseke.

Steampunk Design

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Maio 25, 2008

Art Donovan apresenta no seu site um conjunto estranho e ao mesmo tempo extraordinário de lâmpadas de sua autoria num design totalmente inovador. [link]


Mr. Peanutski

O estranho e belo mundo dos vírus informáticos

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Março 7, 2008

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Vírus Netsky, que faz cópias de si próprio para os e-mails encontrados no computador infectado.

Um artista gráfico descodificou a aparência de alguns dos mais conhecidos e temidos vírus que afectam o mundo virtual. As imagens, criadas pelo romeno Alex Dragulesco, foram encomendadas pela empresa britânica MessageLabs, que trabalha com sistemas de segurança online. Para criar as imagens, a empresa disponibilizou os códigos dos vírus para Dragulesco. Os dados foram inseridos num programa de computador criado por ele, que, segundo a MessageLabs, transforma códigos em imagens de 3D.

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Russian 3, um forma de spam.

A partir desta imagem, o artista trabalhou na aparência dos vírus famosos como o Trojan e o Storm, e diversos spams, entre outros. Uma porta-voz da MessageLabs afirmou que as imagens representam «uma correlação real entre os códigos e a aparência dos vírus» e que «não se trata de uma impressão do artista». Foi possível observar que vírus que faziam parte da mesma «família» apresentavam similaridades. A série de 15 imagens será usada para promover a nova campanha de marketing da empresa.

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Um tipo de Spyware.

Le Pont Neuf

Posted in arte ao café by JN on Janeiro 11, 2008

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«Le Pont Neuf» (1872)
Pierre-Auguste Renoir

«Napoleão» Sócrates

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Novembro 9, 2007

«Depois de Austerlitz há sempre um Waterloo. Sócrates há-de ter o seu Waterloo», disse Luís Filipe Menezes que também não gostou do estilo «agressivo» do «Imperador». Falta é saber se Santana Lopes será «Wellington» suficiente para a tarefa. Para já José «Napoleão» Sócrates, como em Austerlitz, continua sem rival à altura.

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La bataille d’Austerlitz
Gérard François Pascal Simon (1770-1837)

Um dia para a música

Posted in arte ao café by JN on Outubro 1, 2007

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Metro Music I (2001)
Eleanor Gilpatrick

Tournée du Chat Noir

Posted in arte ao café, poster by JN on Setembro 30, 2007

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La Tournée du Chat Noir
Theophile Steinlen

Rodolphe Salis inaugura em 1881 um café-cabaret em Paris, em Montmartre, a que dá o nome de Chat Noir que com o tempo ficou a ser conhecido como um ponto de encontro de artistas, músicos, e escritores dos finais do séc. XIX. «La Tournée du Chat Noir avec Rodolphe Salis» foi um poster criado por Theophile Steinlen (1859-1923), pintor e ilustrador, em 1896, para Salis e é a sua obra mais conhecida.

Reciclagem de caricaturas

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Setembro 5, 2007

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Damien Glez, «Journal du Jeudi» (Ouagadougou, Burkina Faso)

Tira de Möbius

Posted in arte ao café by JN on Agosto 31, 2007

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Möbius Strip (1963)
M.C. Escher

Em 1865 o matemático e astrónomo alemão August Ferdinand Möbius (1790-1868) descobriu uma curiosa superfície que ficou conhecida com seu nome, a Tira de Möbius. Esta contribuiu para a origem a um ramo inteiramente novo da Matemática, a Topologia, o estudo das propriedades de uma superfície que permanecem invariantes quando a superfície sofre uma deformação contínua. A tira de Möbius é uma superfície que tem um só lado.

Quem estiver interessado não deixe de ver este site e este. É fácil construir uma.

American Gothic

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Agosto 27, 2007

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American Gothic
Grant Wood

«American Gothic», de 1930, é nos EUA um ícone incontornável do séc. XX. O quadro é para muitos americanos o retrato de uma certa ruralidade da América, que constitui uma característica enraizada na sua identidade. Retrata um agricultor e a sua filha em frente a uma casa de estilo gótico e a forquilha na mão do agricultor é uma forma de distinguir o trabalho do homem e da mulher. Wood baseou-se no tipo de fotografia dos finais do séc XIX. Como ícone americano e por aquilo que tenta representar – uma visão tradicional e conservadora -, «American Gothic» foi sempre alvo de paródias, presente em diversas campanhas publicitárias e cartoons.

A última pertence ao cartoonista Bill Schorr. O motivo do Sr. Schorr prende-se com as recentes cheias que o Midwest americano sofre no momento.

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Bill Schorr, «United Media»

Blonde figure

Posted in arte ao café by JN on Agosto 26, 2007

«Every brushstroke has a certain tension, a certain nervousness. Every brushstroke is, in a sense, some kind of accident.»

Raphael Soyer (1899-1987)

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Blonde Figure (1940)
Raphael Soyer

Igualdade na Criação

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Agosto 7, 2007

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«A Criação de Adão» é um fresco pintado por Michelangelo por volta de 1511, que figura no tecto da Capela Sistina. A cena representa um episódio do Livro do Génesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.

Nos dias de hoje seria como representa o cartoonista cubano Ares (Arístides Esteban Hernández Guerrero) num cartoon sobre a juventude rebelde cubana (com a devida vénia a Michelangelo).

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Ares, «Caglecartoons»

Auto retrato

Posted in arte ao café by JN on Julho 30, 2007

«Without thinking too much about it in specific terms, I was showing the America I knew and observed to others who might not have noticed. My fundamental purpose is to interpret the typical American. I am a story teller.»

Norman Rockwell (1894-1978)

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Triple Self Portrait (1961)
Norman Rockwell

Guernica

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Julho 14, 2007

«No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo».

Pablo Picasso sobre «Guernica».

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«Guernica» é um painel pintado por Pablo Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola. Medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo representa o bombardeamento pela aviação alemã da cidade espanhola de Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola, em 26 de Abril de 1937.

Picasso ajudou o massacre de Guernica a ganhar notoriedade. Não fosse ele, talvez, a cidadela seria apenas mais um ponto indefeso e pacato perdido no norte da Espanha. O pintor, ao conceber aquela que muitos apontam como sua obra-prima, fez da cidade basca um símbolo de covardia e destruição, um manifesto contra a opressão e a guerra.

O crítico de arte Meyer Schapiro escreveu em um dos três ensaios que compõem sua obra «A Unidade da Arte de Picasso» que não é correcto reduzir «Guernica» apenas à esfera política. Com «Guernica», Picasso afirmou que o componente político é certo e mais que aceite na obra, mas que o facto de ela ser um libelo pela paz não pode defini-la apenas como uma pintura engajada.

Actualmente está no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.

Subir a descer e continuar…

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Junho 19, 2007

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Escada Acima e Escada Abaixo, M.C. Escher, litografia, 1960

Um pátio interior quadrado é circundado por um edifício cujo telhado consiste numa escadaria contínua. Os habitantes deste complexo são possivelmente monges, adeptos de uma seita desconhecida. Talvez sejam obrigados ao ritual de andar todos os dias nestas escadas, durante algumas horas. Quando estiverem cansados poderão, ao que parece, voltar-se e descer em vez de subir. Mas, mesmo que isso faça sentido, ambas as direcções estão de igual modo em movimento permanente. Dois indivíduos rebeldes recusam-se, por enquanto, a participar neste exercício. Eles fazem as suas conjecturas, mas talvez mais cedo ou mais tarde venham a reconhecer o seu erro.

A escadaria contínua, que aqui nesta representação é o motivo principal, refere-se a um artigo de L. S. Penrose e R. Penrose, «Impossible objects: A special type of illusion», no número de Fevereiro de 1958 do «British Journal of Psychology». Neste artigo Lionel e Roger Penrose (pai e filho) introduzem-nos no mundo das figuras impossíveis que são objectos que podem ser relacionados com a Arte, a Psicologia e a Matemática. Estruturas que sugerem com grande força ser tridimensionais mas que, efectivamente, não estão construídas a três dimensões; «… esse é realmente o mérito de Escher, ao misturar o impossível com a realidade, enquadra as figuras impossíveis num cenário harmonioso que se afirma real à vista do observador…» (A.P.M., 1998, p.20).

E com grande mestria, o Sr. Locher demonstra algo que parece ser igualmente impossível nos dias de hoje; a paz no Médio Oriente segundo George W. Bush.

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Dick Locher, «The Chicago Tribune»

Arca de Noé

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Junho 6, 2007

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Noah’s Ark (1846)
Edward Hicks (1780-1849)

«Esta é a descendência de Noé. Noé era um homem justo e perfeito, entre os homens do seu tempo, e andava sempre com Deus. Noé teve três filhos: Sem, Cam e Jafet. A Terra estava corrompida diante de Deus e cheia de violência. Deus olhou para a Terra e viu que ela estava corrompida, pois toda a humanidade seguia, na Terra, os caminhos da corrupção. Então Deus disse a Noé: «O fim de toda a humanidade chegou diante de mim, pois ela encheu a Terra de violência. Vou exterminá-la juntamente com a Terra. Constrói uma arca de madeiras resinosas. Dividi-la-ás em compartimentos e calafetá-la-ás com betume, por fora e por dentro.»

Livro do Génesis [6,9-14]

Bem, isto é na Bíblia e o seu valor é aquele que cada um quiser atribuir – o que eu atribuo é apenas histórico -; duvido muito que Noé conseguisse construir tal arca. Mas tirado à letra, diria que Deus hoje não precisaria de se incomodar muito. Nós fazemos o trabalho por ele.

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Michael Kountouris, «Politicalcartoons» (data ainda a determinar)

O Grito

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Maio 30, 2007

O Grito é uma pintura do norueguês Edvard Munch, datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.

Munch descreveu assim a experiência que o levou a pintar a sua obra-prima: «Caminhava eu com dois amigos pela estrada, então o sol pôs-se; de repente, o céu tornou-se vermelho como o sangue. Parei, apoiei-me no muro, inexplicavelmente cansado. Línguas de fogo e sangue estendiam-se sobre o fiorde preto-azulado. Os meus amigos continuaram a andar, enquanto eu ficava para trás tremendo de medo e senti o grito enorme, infinito, da natureza.»

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O Grito (Skrik) (1893)
Edvard Munch (1863-1944)

E gritos de desespero há muitos

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Stephane Peray, «The Nation»

e de diversos tipos.

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Gary Brookins, «The Richmond Times-Dispatch»

A persistência da memória

Posted in arte ao café, notas ao café by JN on Maio 29, 2007

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La Persistencia da La Memoria (1931)
Salvador Dali (1904-1989)

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Signe Wilkinson, «Philadelphia Daily News»

Porque o problema é a falta de memória.

Pontos de vista…

Posted in arte ao café by JN on Abril 18, 2007

Points of View

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Angela S.

Frida Kahlo

Posted in arte ao café by JN on Abril 3, 2007

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Self-Portrait with Loose Hair (1947)
Frida Kahlo (1907-1954)