Notas ao café…

Uma armadilha

Posted in música ao café, palavras ao café by JN on Abril 16, 2011

“O amor é que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos se deixam adormecer, o amor acorda para se apanhar. O amor é uma coisa que vai contra nós. É uma armadilha. No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar. Quem não dava a vida por um amor? Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer: de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar?”

Miguel Esteves Cardoso, in «Último Volume»

Virtual Choir 2.0

Posted in música ao café by JN on Abril 11, 2011

“For anyone who wants to believe in the humanizing possibilities of a connected world, here is your anthem.”

Chris Anderson, TED.

Um coro virtual de 2052 pessoas, de 58 diferentes países, formam este Virtual Choir 2.0. Interpretam “Sleep” de Eric Whitacre, que é quem conduz.

Vodpod videos no longer available.

Go To Sleep

Posted in música ao café, palavras ao café by JN on Abril 1, 2011

“Aspiro a um repouso absoluto e a uma noite contínua. Poeta das loucas voluptuosidades do vinho e do ópio, não tenho outra sede a não ser a de um licor desconhecido na Terra e que nem mesmo a farmacopeia celeste poderia proporcionar-me; um licor que não é feito nem de vitalidade, nem de morte, nem de excitação, nem de nada. Nada saber, nada ensinar, nada querer, nada sentir, dormir e sempre dormir, tal é actualmente a minha única aspiração. Aspiração infame e desanimadora, porém sincera.”

Charles Baudelaire, in «Projectos de prólogos para “Flores do Mal”»

Sit down…

Posted in fotografia ao café, música ao café by JN on Março 22, 2011

Those who feel the breath of sadness
Sit down next to me
Those who find they’re touched by madness
Sit down next to me
Those who find themselves ridiculous
Sit down next to me


“…tempo para pensar…”, por Fidalgo Pedrosa

James, in «Sit Down» (2001 final live performance)

Sittin’ on…

Posted in fotografia ao café, música ao café by JN on Fevereiro 14, 2011

… Sittin’ here resting my bones
And this loneliness won’t leave me alone
It’s two thousand miles I roamed
Just to make this dock my home

Now, I’m just gonna sit at the dock of the bay
Watching the tide roll away
Oooo-wee, sittin’ on the dock of the bay
Wastin’ time


“Guardador de margens”, de João Monteiro

Otis Redding, in «(Sittin’ On) The Dock of the Bay»

Bohemian Rhapsody

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Fevereiro 3, 2011

Jake Shimabukuro pretende mudar a visão que temos do ukulele; no TED mostrou como, ao interpretar “Bohemian Rhapsody” dos Queen:

http://ted.com/talks/view/id/1063

A terceira mão

Posted in música ao café, palavras ao café by JN on Janeiro 16, 2011

“No mundo rural, o canivete era o instrumento mais universal, acompanhando toda a vida quotidiana. Era a terceira mão, tão indispensável como as outras duas. Era tratado com todo o cuidado, evitando-se que fosse atingido pela ferrugem e cuidando do fio de corte, que não podia ter falhas ou rombos.
Pouco volume fazia nos bolsos dos camponeses, onde entrava de manhã, com o lenço e a onça de tabaco para os fumadores.”

João Serra, in «Crónicas dos anos 50/60»

A onça de tabaco foi substituída pelo maço de tabaco e os lenços até podem ser de papel, mas a navalha, a “palaçoula”, essa continua. De objecto de trabalho foi promovida a companheira de tertúlias e objecto de cozinha, etc. Mas continua por cá, como este blog tenta também continuar…

Tom Waits, in «Cold Cold Ground (Live)»

Londonderry 38 anos depois

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Junho 17, 2010


“Saville inquiry into Bloody Sunday”
Steve Bell, «The Guardian»

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu desculpa pelo que se passou no dia 30 de Janeiro de 1972, quando o 1° Batalhão do Regimento de Para-quedistas do exército britânico, disparou sobre uma manifestação pacífica a favor dos direitos civis e contra o governo da Irlanda do Norte, em Londonderry na Irlanda do Norte. No dia que ficou conhecido pelo “Domingo Sangrento” foram mortos 14 manifestantes e 26 ficaram feridos. Escreve o New York Times:

“What happened should never, ever have happened,” Mr. Cameron said in a House of Commons statement. “The families of those who died should not have had to live with the pain and hurt of that day, and a lifetime of loss. Some members of our armed forces acted wrongly. The government is ultimately responsible for the conduct of the armed forces. And for that, on behalf of the government — and indeed our country — I am deeply sorry”

Mais de vinte e cinco anos depois, em 1998, o então primeiro-ministro Tony Blair ordenou um inquérito aos acontecimentos de Londonberry. Doze anos anos e 200 milhões de libras depois, o inquérito foi finalmente concluído e publicado. Ken Clarke, Lorde Chanceler e Secretário da Justiça, descreveu o inquérito como um “desastre em termos de tempo e dinheiro” e nada de novo se terá concluído. Joshua Rozenberg, no The Guardian, escreve que o relatório chega tarde demais. Também no The Guardian, Gerry Adams escreve que os Domingo Sangrento é o momento que define o IRA e o momento que define a actuação do exército britânico na Irlanda do Norte e que o inquérito faz finalmente justiça aos que morreram nesse dia:

[…] On the way home someone had placed hundreds of little name plaques along the grass verge at the side of the road outside Dungiven. The names were of hundreds of citizens killed by the British army and other state forces here during the conflict, including the 11 from Ballymurphy.

Cameron should know they and their families continue to be denied truth. His apology for Bloody Sunday was right. But he said that “Bloody Sunday is not the defining story of the service the British army gave in Northern Ireland from 1969-2007.”

That is wrong.

Bloody Sunday is the defining story of the British army in Ireland.

U2, in «Sunday Bloody Sunday» [Under A Blood  Red Sky]

Coro virtual

Posted in música ao café by JN on Março 25, 2010

O compositor americano Eric Whitacre reuniu cerca de 200 pessoas de 12 países diferentes num coro virtual e, sentadas em suas casas e em frente dos seus computadores pessoais, interpretaram “Lux Aurumque”.

Aqui pode-se ler como tudo foi organizado. No YouTube também se podem ver algumas das audições.

Rita & Animal

Posted in música ao café, palavras ao café by JN on Março 24, 2010

“Grande arte é saber corrigir a tempo, oportunamente, abrindo uma porta; sem esmagar a pessoa mas ajudando a superar o erro. Quem sabe fazer esta distinção não deve ter medo de ter opinião nem cai na ratoeira de se calar dizendo que é tolerante. A tolerância é com as pessoas, não com os actos.”

Vasco Pinto de Magalhães, in «Não Há Soluções, Há Caminhos»

Um entusiasmado Animal enfrenta o temperamento latino de Rita Moreno, que mostra pouca tolerância para com o baterista dos Muppet.

“Go Slowly”

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Dezembro 18, 2009

Pelas ruas de Vancouver ao som de “Go Slowly” dos Radiohead…

Vodpod videos no longer available.

Vancouver – Testing the Canon 7D, um filme de brandon moza no Vimeo.

The Muppets & “Bohemian Rhapsody”

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Dezembro 6, 2009

Os Muppets com “Bohemian Rhapsody” dos Queen, são a actual sensação do YouTube com mais de nove milhões de visitas.

Sleep-walking

Posted in música ao café by JN on Novembro 16, 2009

Springsteen, 60 anos depois

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Setembro 24, 2009

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Se John Steinbeck escreveu sobre a outra América, não será menos verdade que Bruce Springsteen a cantou. “The Boss”, a voz americana por excelência, tornou-se 60 anos mais novo ontem e, como deveria ser, a meio de uma digressão, “Working on a Dream”, onde reúne as suas ilusões e esperanças para seu país após ter sido um dos mais activos opositores da era de George W. Bush.

Bruce Springsteen, in «The River»

Pete Yorn & Scarlett Johansson

Posted in música ao café by JN on Setembro 23, 2009

Vodpod videos no longer available.

Birds on the Wires

Posted in música ao café by JN on Setembro 12, 2009

“Reading a newspaper, I saw a picture of birds on the electric wires. I cut out the photo and decided to make a song, using the exact location of the birds as notes (no Photoshop edit). I knew it wasn’t the most original idea in the universe. I was just curious to hear what melody the birds were creating.”

Jarbas Agnelli

Vodpod videos no longer available.

“Birds on the Wires” de Jarbas Agnelli no Vimeo.

Come into my Sleep

Posted in arte ao café, música ao café by JN on Agosto 11, 2009

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Nosferatu by jonukwho

More news from nowhere

Posted in música ao café, palavras ao café by JN on Julho 7, 2009

«Desaparecido o fervor de uma monomania, falta uma ideia central para dar significado aos momentos interiores esparsos. Em suma, quanto mais o espírito está absorvido por um humor dominante, mais a paisagem interior se enriquece e varia. É preciso procurar uma só coisa, para encontrar muitas.»

Cesare Pavese, in «Ofício de Viver»

Vodpod videos no longer available.

Don’t it make you feel so sad, don’t the blood rush to your feet
To think that everything you do today, tomorrow is obsolete?

O caos e a harmonia

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Maio 27, 2009

O pianista Eric Lewis explora o poder expressivo do piano com um tema da sua autoria, numa actuação durante a sessão dos Prémios TED 2009.

Love Story & Viva La Vida

Posted in música ao café by JN on Maio 17, 2009

O pianista Jon Schmidt compôs este tema para a sua filha de sete anos. Uma fusão de «Love Story», de Taylor Swift, com o ritmo de «Viva La Vida» dos Coldplay. No violoncelo está Steven Sharp Nelson.

É isso aí

Posted in música ao café, palavras ao café by JN on Maio 10, 2009

«Buscar é antecipar uma realidade ainda inexistente, preparar o seu aparecimento, a sua apresentação. Não compreende o que é o amor quem, como é habitual, se fixa somente no que desperta e desfecha um amor. Se o amor por uma mulher nasce pela sua beleza, não é a complacência nessa beleza o que constitui o amor, o estar amando. Uma vez desperto e nascido, o amor consiste em emitir constantemente como uma atmosfera favorável, como uma luz leal, benévola, em que envolvemos o ser amado – de modo que todas as outras qualidades e perfeições que nele haja poderão revelar-se, manifestar-se e nós as reconheceremos. […] O amor, portanto, prepara, predispõe as possíveis perfeições do amado. Por isso nos enriquece fazendo-nos ver o que sem ele não veríamos. Sobretudo, o amor do homem pela mulher é como uma tentativa de transmigração, de ir para lá de nós mesmos; inspira-nos tendências migratórias.»

Ortega y Gasset, in «O Que é a Filosofia?»

Please allow me to introduce myself

Posted in música ao café by JN on Abril 24, 2009

I’m a man of wealth and taste
I’ve been around for a long, long year
Stole many a man’s soul and faith
(…)
Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what’s puzzling you
Is the nature of my game

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Monte Wolverton, «Cagle Cartoons, Inc.»

The Rolling Stones, in «Sympathy for the Devil»

O sonho de Susan Boyle

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Abril 17, 2009

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Aislin, «The Montreal Gazette»

Susan Boyle, uma escocesa de 47 anos, está desempregada e vive sozinha com o seu gato, que confessou que nunca tinha sido beijada e cuja vida dava um autêntico drama, é actual sensação britânica com mais de 16 milhões de visitas no YouTube.

A Sra. Boyle um dia decidiu viver o seu sonho — ser como Ellen Paige Elaine Paige — e participou no concurso de televisão «Britain’s Got Talent». Teve que suportar um certo cinismo do público e do júri e no fim, com uma mistura de talento e virtude que merece de todos o reconhecimento e em «I Dreamed a Dream» do musical «Les Miserables», a Sra. Boyle revelou-se…

Suzanne

Posted in fotografia ao café, música ao café by JN on Abril 15, 2009

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Foto de Lúcia Letra

Leonard Cohen, in «Suzanne» [Live in London]

Estrada para o inferno

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Março 31, 2009

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O’Farrell, «The Illawarra Mercury»

Mirek Topolanek, o primeiro-ministro checo e actual presidente da UE, depois de ter recebido uma moção de censura do parlamento do seu país (em muito por não saber muito bem o que fazer durante a actual crise) o que levou à queda do seu governo, afirmaria que o plano de Obama é «uma estrada para o inferno».

Parece que os comentários do Sr. Topolanek foram inspirados num concerto dos AC/DC que se realizou em Praga, no qual a banda tocou o seu tema de culto «Highway to Hell».

Entretanto, para suavizar um pouco a situação, o ainda primeiro-ministro checo assina uma coluna no jornal londrino Times onde ele (abandonando o hard rock) diz que o que pretendia dizer é que a Europa simplesmente não precisa dos mesmo incentivos financeiros que os EUA:

I expected that this strong expression would not go unnoticed. But I did not expect that this legitimate warning, which comes to me as naturally as telling a friend walking next to me on an uneven path that he may stumble, would be rejected in principle and interpreted by some as criticism of the US Administration.

I believe that I do not need to explain that my country has been a long-standing partner of the US. And I also believe that as a conservative politician I do not need to explain that the welfare states of Europe act as «automatic stabilisers», sustaining consumer spending even in a slump. This means that Europe does not need such a large fiscal stimulus compared with the US, which does not have such a system of social support.

E ao ler sobre o que actualmente se passa, o Sr. Topolanek até nem está assim tão errado, e não falo da política de Barack Obama…

One Life

Posted in música ao café by JN on Março 30, 2009

Com o seu novo álbum, «Give Me That Slow Knowing Smile», Lisa Ekdahl traz também um novo som…

Danny Boy

Posted in música ao café by JN on Março 24, 2009

Oh Danny boy, the pipes, the pipes are calling
From glen to glen, and down the mountain side
The summer’s gone, and all the flowers are dying…

O clássico do folclore irlandês, «Danny Boy», composta início do século XX por Frederic E. Weatherly, aqui cantada como nunca foi. Desta vez, este clássico consegue reunir três dos melhores cantores dos Muppets; Animal, Beaker e o Chefe Sueco. Quando a música vem da alma, o resultado é sempre brilhante…

Last Gang in Town

Posted in música ao café, notas ao café by JN on Março 2, 2009

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Foto: Damon Winter/The New York Times

Os U2 deram um concerto (quase) surpresa no topo da BBC Broadcasting House, no centro de Londres. Cerca de 5 mil pessoas a este pequeno concerto da banda que serviu para promover o novo álbum «No Line On The Horizon». Sobre os U2, escreve Jon Pareles no New York Times:

After the run-through the four band members headed to a grimy loading zone behind the auditorium for a photo session. The photographer had them walk down a ramp; Bono, who often calls himself a «Method actor,» wanted to know what kind of walk. A short discussion settled it. The band started a proud, seasoned swagger as Bono announced, «Last gang in town!»

It wasn’t exactly a joke. U2 has entered the fourth decade of a career that began in 1978, when its members were teenage schoolmates in Dublin; they are now in their late 40s. And U2 may well be the last of the megabands: long-running, internationally recognized rockers whose every album, from «Boy» in 1980 to «How to Dismantle an Atomic Bomb» in 2004, has sold millions of copies worldwide. In an era when CD sales have plummeted, Top 40 radio favors hip-hop and teen-pop, albums are fractured by MP3 players’ shuffle mode and the old idea of a rock mainstream seems more and more like a mirage, U2 still, unabashedly, wants to release a blockbuster.

Pela cidade

Posted in música ao café, palavras ao café by JN on Fevereiro 7, 2009

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City in a Bottle
Angel Boligan

«Instalámo-nos, portanto, na cidade. Aí toda a vida é suportável para as pessoas infelizes. Um homem pode viver cem anos na cidade, sem dar por que morreu e apodreceu há muito. Falta tempo para o exame de consciência. As ocupações, os negócios, os contactos sociais, a saúde, as doenças e a educação das crianças preenchem-nos o tempo. Tão depressa se tem de receber visitas e retribui-las, como se tem de ir a um espectáculo, a uma exposição ou a uma conferência.
De facto, na cidade aparece a todo o momento uma celebridade, duas ou três ao mesmo tempo que não se pode deixar de perder. Tão depressa se tem de seguir um regime, tratar disto ou daquilo, como se tem de falar com os professores, os explicadores, as governantas. A vida torna-se assim completamente vazia.»

Leon Tolstoi, in «Sonata a Kreutzer»

Roger Waters, in «Mother» [In The Flesh]

Her Morning Elegance

Posted in música ao café by JN on Fevereiro 4, 2009

«Her Morning Elegance» do álbum «The Opposite Side of the Sea», que será lançado em Março deste ano, de Oren Lavie deu origem a este interessante vídeo.